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Ela reside em Cuiabá MT, nos seus e-mails só escreve em
rosa, seu capacete é rosa e de vez em quando participa de provas
também com uma moto rosa. Ela é Kethelin Laurindo, filha
do Sr. Jose Ricardo Laurindo Oliveira e Kele Cristina Laurindo
de Oliveira, uma das
poucas mulheres que praticam o Off-Road com moto.
Fizemos uma entrevista com ela, onde a exemplo das trilhas,
novamente da um show nas respostas.
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1) Nome completo?
Kethelin Cristine Laurindo de Oliveira.
2) Idade?
17 anos.
3)
Estudando? Qual curso?
Sim, faço 3° ano do ensino médio.
4)
Pretende seguir qual carreira profissional?
Pretendo ser veterinária ou agrônoma
ainda estou indecisa.
5) Pilota
moto desde que idade?
Piloto moto desde os 4 anos.
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6) Qual foi a sua
primeira moto?
Minha primeira moto foi uma mobilete, se é que pode considerar
moto mas foi nela que aprendi os primeiros passos da pilotagem,
o equilíbrio e o domínio do acelerador. Mas a primeira moto com
embreagem foi uma TT essa sim já comecei a levar os primeiros
tombos nos estradões.
6) Já pilotou um
jipe ou outro veiculo off-road?
Sim, já pilotei um jeep Willes do tio Zé.
8) Com quantos
anos começou a fazer trilha e a quanto tempo já esta nesse
esporte?
Eu comecei a fazer trilha com 12 anos, estou nesse esporte a 5 e
não pretendo sair tão cedo. Quero morrer com 156 anos de tombo
de moto na trilha!
9) Quem foi a
pessoa que mais lhe motivou a praticar o off-road?
Sem duvida nenhuma a pessoa a quem devo tudo é meu pai, desde
pequena ele me colocou em cima de uma moto e me ensinou tudo o
que sei hoje. Meu pai, meu treinador e meu "paitrocinador".
10) Já é comum a
mãe de todos nós ficarem preocupadas, a sua em especial fica
muito nervosa quando você sai para a trilha?
A minha mãe no começo tentou barrar de todas as formas, mas ao
perceber que era isso que eu queria e o que realmente eu
gostava, ela acabou se acostumando e me apoiando. Ainda não
consegui leva ela para me acompanhar em um rally mas ainda o
farei.
11) O Off road
não é um esporte machista, mas nitidamente nas motos se ve mais
homens que mulheres. Qual foi a reação dos outros treieros
quando lhe viram pela primeira vez pilotando uma moto off-road?
Falaram para o meu pai que ele era louco em colocar uma menina
em cima de uma moto, que era um esporte perigoso, no começo eu
sofri muito ate me acostumar com o peso da moto então os tombos
eram certeza, mas depois que fui me acostumando, pegando o jeito
da trilha, fui me dando bem e conquistando o meu espaço. Muitos
homens não admitem eu subir um morro e eles não subirem ou eu
transpor um obstáculo e eles não. Quando comecei a subir os
morros nas trilhas de Cuiabá os homens falavam assim " esse
morro não tem mais graça, a Kethelin já subiu vamos abrir
outro!" mas nem todos conseguem subir onde eu subo, sempre
tentei me aprimorar e uma coisa muito boa e que eles me
respeitam.
12) Você conhece
outras mulheres que fazem trilha ou participam de provas em uma
moto?
Sim, aqui no estado tem a Ângela de Sorriso mas também conheço
meninas do Brasil inteiro que entram em contato comigo pelo
orkut. Somos poucas mas a cada dia estamos adentrando cada vez
mais ao esporte.
13) Você recebe
apoio dos treieiros quando se vê em uma situação mais
complicada?
Sim, sempre que preciso tem alguém que me ajuda acho que pelo
fato de não ter muita mulher nas trilhas sou conhecida por todos
e conheço a maioria, então sempre tem um amigo por perto pra
ajudar. Sou como um mascote nas trilhas. kkkkkkkkkkk
14) Quando e qual
foi a sua primeira participação em uma prova e qual posição
chegou?
Minha primeira participação foi em 2004 no Enduro do Ouro em
Cuiabá, se não me engano fiquei em 8° lugar.
15) Você achou
muito difícil ou era mais ou menos o que já esperava?
Como esse enduro aconteceu em Cuiabá, foi o que eu esperava. Era
um lugar que eu já estava acostumada a andar, a única
dificuldade que senti foi o tempo de prova e eu não fazia todo
aquele percurso nas trilhas de final de semana, então a
distancia e o tempo em cima da moto foram as dificuldades que
encontrei.
16) Você tem
algum patrocínio para participar das provas ou as despesas são
bancadas por ti ou por sua família mesmo?
Este ano tenho o patrocínio do equipamento de navegação da
COMPASS, PAP RAÇÕES que me patrocina com o deslocamento ate as
corridas, OFF ROAD MOTOS fazendo a preparação da minha moto e o
MERCADO ALVORADA meu mais novo patrocinador. Eu estou sem moto
então em cada prova que tem, empresto uma moto para correr, já
corri com a moto do tio Wagner, tio Junior, Moises, sempre tem
um por perto me ajudando. Já nas despesas do ano passado contei
com a ajuda da TOP SERVICE, POSTO PETROPOLIS, OFF ROAD MOTOS e
CERÂMICA MONTE CARMELO.
17) Você acha o
off road, principalmente em uma moto, um esporte seguro? Que
dica você daria sobre esse assunto?
Este esporte é seguro dependendo da pessoa que esta pilotando.
Se a pessoa não mistura bebida com pilotagem, mantem a sua moto
em boas condições, carrega consigo um kit de primeiros socorros
e usa os equipamentos de proteção sem duvida nenhuma é um
esporte seguro. Acidentes acontecem em qualquer lugar mas se
protegendo acaba não sendo tão grave.
18) Você acredita
que hoje em dia existem meios ou algo que se faça para
incentivar novas mulheres a entrarem para esse time de
treieiros?
Sim, se a televisão mostrasse mais o nosso esporte, desse mais
ênfase com certeza teria não só mais mulheres mas mais homens
também. Muitas mulheres quando me conhecem ficam loucas querendo
saber como é, como faz, como se começa e o que precisa fazer ou
ter. Mas o mais importante é a mulher ter força de vontade, pois
a gente cai e fica roxa, ai não pode usar a sainha, a mão fica
com calo e calo permanente, cicatrizes aparecem e não te largam
jamais, entre outras coisas que para as mulheres são como um
monstro.
19) Em termos de
off road, quais os planos para o futuro?
Pretendo este ano ficar entre os 3 primeiros em minha categoria
no estadual(a Junior) pois ano passado na novatos fiquei em 6°
lugar e ano que vem quando completar a maior idade, quero
sair para correr pra fora, quero conhecer os outros lugares,
saber meu nível como esta comparando com outras mulheres,
aprender a cada dia uma coisa nova correndo o Brasileiro.
20) Qual a
mensagem que você deixaria para as pessoas quem tem vontade de
entrar para o off-road?
Eu e meu companheiro de trilha o roiaaaa do Rodrigo temos uma
filosofia.
O off-road é um vírus que quando contaminado não tem cura!
Quem experimenta não para, experimente coisas novas e verás o
quanto é bom estar em contato com a natureza.
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