Em 2008, após ter voltado de uma longa viagem
de 9 mil km de moto pelo Brasil, surgiu a idéia de
fazer uma viagem para o exterior. Alguns planos foram
feitos, mas oportunidades não aconteceram, era preciso
preparar-se mais, amadurecer a idéia, obter experiência com
outros amigos que já tinham feito essa aventura e, agora em
2010 o sonho começa a tornar-se realidade.
Primeiro veio a confirmação do meu irmão
Cristiano, que morando em Cuiabá MT, comprou sua XT660 e
avisou: Eu também vou!
Em seguida, Paulo Rocha também de Cuiabá e
velho companheiro de trilhas e estradas também confirmou
presença, ele e sua inseparável XT600 que já conhece muita
estrada.
Aqui pelo lado de Goiânia, o amigo Jairo
vendo a movimentação levantou a bandeira e adentrou ao
grupo.
Alguns meses se passaram, os preparativos já
estavam acontecendo, o roteiro também já traçado, quando
surge mais um companheiro pronto para encarar a viagem.
Maurão de Goiânia também confirma presença e assim fechamos
o grupo que ira percorrer os 10 mil quilômetros pela América
do Sul, entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Dentro do que esta planejado, dia 28 de
fevereiro, domingo às 06 horas da manha começa essa
aventura, onde sairemos em 03 motos aqui de Goiânia GO e
duas motos saem de Cuiabá MT, nos encontrando dois dias
depois em Foz do Iguaçu PR e no dia seguinte entramos na
Argentina.
Mas não estamos sozinhos, na garupa esta a
minha esposa Magali e na garupa do Mauro, a sua esposa
Kelly. Elas nos acompanham na primeira etapa da viagem até
Santiago do Chile, depois retornam de avião.
Em seguida nós cinco continuaremos viagem,
retornando pelo Deserto do Atacama, região onde
percorreremos trechos acima de 4.200 metros de altitude e
clima extremamente arido. Sem duvida, uma viagem para se
tirar muita foto, fazer vários vídeos e guardar na lembrança
por toda a vida.
E para os amigos e familiares que irão
acompanhar nossa viagem, iremos estar postando as noticias e
fotos da aventura através dessa pagina.
É isso amigos, espero que todos que visitarem
o site e acompanharem a aventura, curtam as histórias e
imagens que estaremos enviando pela internet.
Um grande abraço a todos e que Deus nos guie
por todas as estradas onde passarmos.
Alcioni Fritz
15º Dia
- 14/03/2010
Bom pessoal, para a maioria
dos integrantes dessa viagem é hora de voltar para casa.
Ontem, dia 14 de março, o Jairo e o Mauro
iniciaram o seu retorno para Goiânia, onde hoje
confirmei a chegada deles em casa. A bateria da moto do
Mauro arriou e foi preciso trocá-la em São Jose do Rio
Preto. Mas nada que complicasse o retorno.
Eu e a Maga iremos acompanhar o Cristiano
e o Rocha para Cuiabá MT, onde iremos ficar alguns dias
com a nosso família. Serão ainda 1.400 km de
estrada e depois mais 900 km até Goiânia.
Assim, hoje estamos terminando o relato
dessa viagem que reuniu 07 pessoas em 05 motos, que
foram atrás de um velho objetivo, que era chegar até o
Chile.
Uma viagem que ira ficar guardada para
sempre na memória.
Daqui a alguns dias irei postar todas as
fotos nesse site e o relato completo da viagem.
Um grande abraço a todos e fiquem com
mais um vídeo gravado on-board na moto, que mostra a
parte por onde passamos pelas Salinas no Deserto, a
chegada no Pacifico e a chegada no nosso objetivo final
que foi a Mão do Deserto.
Obrigado a todos que acompanharam e
torceram pelo sucesso da nossa viagem. Valeu.
Alcioni Fritz
12º e 13º Dia
- 11 e 12/03/2010
"Muita Aventura para Contar"
Estamos de volta ao
território Brasileiro, na cidade de Foz do Iguaçu, onde
chegamos ontem ao final da tarde.
Foram dois dias de muita estrada, sendo
que rodamos 850km no dia 11 entre Susques a
Corrientes na Argentina. Vamos dizer que é a parte
mais "chata" da viagem e a mais cansativa.
Praticamente é uma reta só. Os pneus chegam a
ficar literalmente quadrados por gastarem somente no
meio. Temos que abrir um parenteses para o pneu
modelo Anake 2 da Michelan, por ter dois compostos
diferentes, ele se comportou muito bem nesse tipo de
trecho e o desgaste foi mínimo. Não existe praticamente
nada no meio do caminho, apenas um municipio e algumas
vilas. Porém há muitos animais soltos na estrada e
o cuidado tem que ser redobrado. Nosso almoço foi feito
em um "Comedor"(restaurante como é chamado na Argentina)
que praticamente nem passariamos na frente se fosse no
Brasil, a coisa era muito feia. Mas no fim tudo
deu certo e a comida até que estava boa.
Ontem fizemos Corrientes a Foz, foram
mais 650 km. Aqui muitas curvas em uma região
muito bonita, rodeada de arvores e alguns lagos.
Hoje ficaremos em Foz. A partir de amanha
o Jairo e o Mauro retornam para Goiânia. Eu, minha
esposa, o Cris e o Rocha seguiremos para o Mato Grosso,
que ainda é muito chão!
Pessoal, estamos todos bem e mandamos um
grande abraço a todos.
Alcioni.Fritz.
9º e 10º Dia
- 8 e 9/03/2010
"Muita Aventura para Contar"
Dois dias para ficarem
guardados para sempre!
Chegamos no ponto mais
distante da nossa viagem.
Após 4.050km a partir de
Goiânia e também de Cuiabá(Cristiano e Rocha), no dia 8
de março alcançamos o Oceano Pacífico e em seguida a
"Mão do Deserto" ou "Mano de Dio" como é conhecido o
monumento colocado em meio ao deserto do Atacama e que é
sem duvida para os motociclistas da América do Sul, o
marco ou o ponto principal a ser alcançado em viagens de
motocicletas.
Não é a toa que cruzamos por
vários companheiros na estrada, indo ou voltando desse
local.
Ainda estava escuro quando
saímos de Calama no Chile, com uma temperatura abaixo de
5 graus e a sensação térmica bem abaixo disso,
principalmente se considerarmos o vento já natural do
local, mais a velocidade das motos. No caminho passamos
por várias minas de cobre, ouro e outros minerais, que
destacam-se em meio ao deserto. Parece um
verdadeiro canteiro de obras e a quantidade de terra
tirada do solo é incalculável.
A paisagem muda muito e o
deserto realmente vira deserto. Não existe nenhum
tipo de verde e as montanhas são todas de terra e
pedras, na cor cinza e marrom. O céu é muito azul,
até porque não chove nesse local.
A baixíssima umidade do ar,
o frio, o vento e o sol que queima forte, deixam a pele
vermelha e a boca e o nariz bastante machucados.
Em Antofagasta aproveitamos
para consertar o suporte da bolha da moto do Cristiano e
trocamos o óleo das demais.
Seguimos mais 70 km através
da estrada que liga o norte ao sul do Chile e chegamos
finalmente na "Mão do Deserto". Um momento que
causou muita emoção a todos. Depois de muitas
fotos fizemos uma oração agradecendo por aquele momento,
pela proteção divina durante toda a viagem e por todos
os familiares e amigos que rezam e torcem pelo sucesso
da nossa viagem. O casal Mauro e kelly também
aproveitaram para fazer uma homenagem aos seus filhos,
trazendo uma faixa com uma dedicação de carinho a eles.
Como um bom tio coruja, não pude deixar de também puxar
uma pequena foto do meu afilhado Nicolas que estava na
carteira. Mas tenham certeza que lembramos de
todos vocês que ficaram no Brasil. Foi um momento
muito forte de conquista e emoção, e todos, todos sem
exceção, familiares, parentes e amigos foram lembrados
em nossas mentes e corações, fazendo parte daquele
momento mais que especial.
No final da tarde retornamos
para Calama, ao todo foram 560 km percorridos no dia.
Na manha seguinte, terça
feira 09 de março, iniciamos o nosso retorno, passando
novamente por São Pedro do Atacama, onde fica a
alfândega do Chile. Começamos a subir as
Cordilheiras em meio ao Deserto, o frio beirava os "zero
graus" e a subida é muito rápida, saindo de 2.500 para
4.800 metros acima do nível do mar. As motos com
injeção eletrônica compensam bem a altitude, mas nós
pessoas estamos longe de estarmos adaptados a ela.
O cansaço e a sensação de falta de ar pegaram pra valer.
Ainda na subida, bem ao lado da divisa com a Bolívia,
tivemos a quebra da corrente da moto do Rocha. Ele
consertou e seguimos em frente. Ainda faltando uns
50 km para o próximo posto, a gasolina da moto do Rocha
acabou, o que é normal, porque devido ser carburada,
consumiu mais combustível com o esforço da altitude.
A Maga seguiu na garupa do Jairo e eu reboquei a moto do
Rocha até a fronteira. Na aduana Argentina que
fica no Passo de Jama a 4 mil metros de altitude,
formava-se filas de pessoas para utilizar-se de oxigênio
fornecido pela Policia Argentina. Mas tendo apenas
uma mascara, o serviço é bastante precário e toda hora
via-se uma pessoa sendo carregada para a enfermaria.
Na nossa turma, já com um
problema intestinal do dia anterior, a kelly esposa do
Mauro também teve que fazer uso do oxigênio.
Motos abastecidas e prontos
para sair, a moto do Rocha volta a ter problemas com a
relação, onde o pinhão (peça que transmite a força do
motor para tração da moto), saiu do eixo do cambio.
Como a Kelly não estava se sentindo bem e o conserto
iria demorar(não há nenhum recurso no local), optamos
por dividir a turma, onde o Jairo (que possue GPS), o
Mauro e a kelly seguissem viagem. Eu, a Maga, o
Cris e o Rocha ficamos para tentar consertar a moto.
Com a ajuda de alguns
camioneiros brasileiros que pararam para abastecer,
conseguimos uma ruela de pressão e prendemos o pinhão no
local. Porém, ao longo do caminho a corrente caia
constantemente.
Encontramos no caminho dois
motociclistas vindo da Baía e paramos para conversar um
pouco.
Ao iniciarmos a descida das
Cordilheiras nos deparamos com um visual totalmente
diferente do que foi encontrado na ida. "Os
Caracoles", como são chamadas as sinuosas curvas da
estrada que fica a 4.180 metros de altitude,
estavam completamente cobertas pelas nuvens.
O frio chegava a zero graus
e a descida foi feita de forma muito lenta, pois na
verdade não se via absolutamente nada. Uma aventura e
tanto!
No final da descida optamos
em parar e fazer um novo conserto na corrente da moto do
Rocha, a qual estava saindo a todo momento e com a
estrada muito sinuosa, estava perigoso prosseguir
daquela forma.
Já passava das 19 horas,
nesse mesmo momento o Jairo, o Mauro e a kelly já
chegavam em Salta e tudo já estava bem com a kelly, que
aliás hoje já comeu como um "leão" (risos).
Quanto a nós, iniciamos o
conserto da corrente e com o escurecer as coisas foram
ficando mais complicadas. O frio também chegou e levamos
mais de 2 horas para resolver o problema. Faltavam 180km
para chegarmos em Salta e ainda na estrada pegamos
chuva, frio, neblina e muito movimento de caminhões.
Mas pilotando com bastante cuidado chegamos todos bem
por volta das 23:30hs.
Hoje optamos em ficar
novamente em Salta, onde aproveitaremos o dia para
descansar e efetuar o reparo definitivo na moto do
Rocha.
Nossa previsão é sairmos
nessa quinta pela manha para Corrientes e no dia
seguinte se Deus quiser chegarmos no Brasil por Foz do
Iguaçu.
Bom pessoal, por aqui esta
tudo bem, foram dois dias de fortes emoções e muita
aventura. Todas as dificuldades já eram previstas,
por isso viajamos equipados e tudo resolvido dentro da
normalidade. Aliás, quando se viaja de moto, imprevistos
acontecem e são tratados como normais, desde que você
esteja preparado para eles. Afinal, se não
acontecessem, o que teríamos para contar, não é? (risos)
Não poderia deixar de
registrar o comportamento do nosso amigo Paulo Rocha.
Mesmo com a altitude e seus impactos no organismo,
principalmente a fadiga e o mau estar que ela provoca, o
mesmo sempre manteve-se tranqüilo com os problemas
ocorridos em sua moto e nunca desistiu ou
desestimulou-se em consertá-los. Para mim, uma grande
lição.
Um grande abraço a
todos do Alcioni, Magali, Cristiano, Rocha, Jairo Mauro
e Kelly.
Alcioni Fritz
8º Dia
- 7/03/2010
Hoje foi um dia de percurso
curto, porém mais uma vez pudemos ficar encantados com o
Deserto do Atacama, que a cada quilometro nos mostra uma
novidade e surpresas com a paisagem sempre em mudança.
O que não muda é a qualidade
do asfalto, que é simplesmente perfeito, nem se quer
remendos existem. Em pleno deserto a qualidade do
asfalto é muito melhor que rodovias importantíssimas no
Brasil, como exemplo a Dutra.
No entanto, uma coisa triste
que sempre vemos por aqui, são as cruzes colocadas ao
longo da estrada, sempre acompanhadas de algum objeto
pertencente ao veiculo que aí se acidentará. São muitas
mesmo. Apesar da excelente condição das estradas, os
trechos são extremamente sinuosos e perigosos. Qualquer
abuso ou falha mecânica pode resultar em um grave
acidente, o qual infelizmente já presenciamos alguns.
Mas deixando esse assunto de
lado, hoje saímos ao meio dia de São Pedro do Atacama e
rodamos 100km até Calama. Também em meio ao
deserto, é uma cidade bastante agradável e com boa
estrutura, ficando a 2.800 metros acima do nível do mar.
O clima é bem ameno, as 14 horas o termômetro marcava 19
graus. A noite cai bastante.
A cidade possui shopping,
cassino e bons hotéis, inclusive o qual estamos
hospedados é o melhor que ficamos até agora.
Chama-se Águas do Deserto.
Mas por falar em frio, hoje
as 4 da manha a galera foi conhecer os Gêisers e nos
mais de 4 mil metros de altitude o deserto estava com
"dois graus negativos".
A caminho de Calama pegamos
rajadas de vendo que literalmente tiravam as motos da
estrada. Foi preciso diminuir a velocidade para
manter um trajeto com segurança.
Ao chegarmos em Calama,
vendo várias dunas de areia que circundam a cidade, não
resistimos ao "espírito de trilheiros". Eu, o Cris e o
Rocha colocamos as motos para subir os morros, isso com
mala e tudo. Muito doido, mas divertido.
Um item interessante do
Atacama é
a umidade relativa do ar, que aqui fica na casa dos 12 a
14%, a menor de todo o mundo. Não existe chuva e com o frio, a pele
resseca e queima com facilidade. Cremes e protetor
solar tem que ser utilizado com constância,
principalmente na boca e no rosto.
Amanha iremos deixar nossas
malas aqui mesmo no hotel e iremos logo pela manha
descer 200 km em direção ao Oceano Pacífico, na cidade
de Antofogasta. Lá pretendemos chegar no nosso
ponto mais distante da viagem, visitando a mão do
deserto ou "Mão de Deus" como é conhecido o
local.
No retorno precisamos trocar
o óleo das motos e fazermos o reparo no suporte da "bolha"
da moto do Cristiano. Será necessário aplicar uma
solda, mas nada complicado.
Voltaremos dormir aqui em
Calama para no dia seguinte iniciarmos nossa volta, a
qual ficou definida que será pelo mesmo caminho da
vinda
Confirmamos e realmente esta
faltando combustível em vários postos no Chile. Com o
racionamento, em algumas regiões apenas moradores locais
estão recebendo 10 litros por carro.
Bom pessoal, por aqui esta
tudo bem, um grande abraço a todos.
Alcioni Fritz
7º Dia
- 6/03/2010
Chegamos no Chile! Já podemos dizer que nosso sonho,
nosso objetivo, nosso desejo foi realizado, cumprido e
alcançado.
Na foto ao lado, ainda em território Argentino e a 3.500
metros acima no nível do mar, estamos contemplando uma
das belezas do lugar. Em pleno deserto, uma salina
que se perde de vista o seu final.
Por falar em deserto, não há como descrever o que vimos
e passamos no dia de ontem. Aliás, não acredito que
alguém consiga transmitir em palavras ou imagens, é algo
surreal, precisa ser visto pessoalmente para sentir o
que é o Deserto do Atacama e sua imensidão de paisagens
diferentes que misturam cores e formas das mais variadas
possíveis.
O efeito da altitude é um assunto a parte. Dores de
cabeça, náuseas, tontura, fadiga, cada um sentiu uma
coisa diferente e teve gente que sentiu de tudo.
Chegamos a 4.850 metros, onde o frio nos pegou,
obrigando todo mundo a parar e colocar roupas
apropriadas(veja foto ao lado). Boa parte do dia foi percorrida nessas
condições e a fadiga e o cansaço provocado pela altitude
foi o que mais incomodou. Parece faltar ar e
qualquer esforço que se faça, até um simples ato de
empurrar a moto por 3 ou 4 metros já deixa você
fadigado. É ao mesmo tempo uma experiência desagradável,
mas compensadora por tudo aquilo que vimos até agora.
Nesse momento estamos em São Pedro do Atacama, um
vilarejo no meio do deserto onde também não da para
escrever sobre ele, só vendo. Imagine uma vila
toda construída com paredes de barro, sem pintura nem
acabamento, tudo muito rústico. Porém, dentro de
vários locais foram montadas pousadas, bares e
restaurantes, alguns com decoração bem modernas se
comparado com o exterior do prédio. Água é cara e artigo
de luxo. Aliás, tudo no Chile é muito caro, ao contrário
da Argentina.
Hoje pela manha o frio chegou a menos de "zero" graus.
Sairemos hoje a tarde "Mão de Deus", escultura de uma
mão montada em meio ao deserto, perto de Antofogasta. De
lá tomaremos a decisão de voltar pelo mesmo caminho ou
fazer o contorno por Santiago. Porém a questão da
falta de combustível em alguns locais do Chile devido ao
terremoto esta sendo um problema. As motos tem
baixa autonomia, assim precisaremos levantar mais
informações e definir o roteiro de volta.
Bom pessoal, por hoje é só. Graças ao bom Deus
todos estamos bem, as motos também estão respondendo a
altura, sem problemas técnicos. Até o momento
tivemos apenas um problema na bolha da moto do
Cristiano, cujo suporte quebrou, e tivemos que
retira-la. Os freios são muito exigidos e em algumas
vezes eles super-aquecem e é necessário dar um tempo
para voltar a funcionar, porém tudo esta normal.
Um grande abraço a todos e obrigado a todos os amigos e
familiares que estão acompanhando a viagem.
4, 5 e
6º Dia
- 03, 04 e 5/03/2010
Nesse momento estamos em
Salta, norte da Argentina, a mais ou menos 300 km da
fronteira com o Chile.
Passamos o dia por aqui e
nesse momento estou atualizando o site dentro de um
restaurante na Praça 9 de Julho e degustando um
legítimo vinho Argentino.
Bom pessoal, mas se era
aventura o que estávamos procurando, então esses dias
nós já achamos.
Saindo quarta feira de Foz
do Iguaçu, após 100 km encontramos uma barreira na Ruta
12 e sem previsão de liberação. Através do GPS roteamos
um caminho alternativo, um desvio de 37 km, porém boa
parte era sem pavimentação. No começo foi tudo
bem, mas logo a estrada foi ficando estreita e começaram
a surgir os primeiros "morros" de pedras grandes e
soltas. Uma verdadeira trilha. As duas XT's
estavam em casa, mas as Vstrom com a sua suspensão
dianteira dura penaram. Chegamos ao final da trilha
completamente sujos de poeira e com os braços doloridos
de tanto fazer força, mas muito felizes, afinal foi tudo
muito divertido.
Conseguimos chegar em
Corrientes depois das 23 horas, tivemos que pilotar a
noite e com alguma chuva, mas as estradas Argentinas são
excelentes e não existem buracos.
Pela manha na porta do
hotel, tivemos a surpresa de sermos abordados por um
canal local de TV, que veio fazer uma matéria com nós.
O Jairo e o Paulo Rocha foram os dois entrevistados.
Ontem percorremos 860 km e
também chegamos tarde em Salta, por isso optamos em
passar o dia por aqui, descansar e curtir a cidade que
possui muitas opções de lazer.
Na chegada encontramos 4
colegas da Lista Vstrom, residentes em São Gabriel do
Oeste MS, que também estão tentando chegar no Chile.
Nosso projeto é nesse sábado
sairmos sedo com destino a São Pedro do Atacama. serão
mais de 600 km, subindo a 4.800 metros na Cordilheira
dos Andes.
Pessoal, por hoje é só,
estamos aqui com a presença do Jairo, Mauro, Kelly,
Alcioni, Magali, Paulo Rocha e Cristiano mandando um
grande abraço a todos os familiares e amigos.
Ao lado, o vídeo com um
pouco mais do que foi nossa aventura nesses últimos dias
dentro de território Argentino.
3º Dia
- Segunda 01/03/2010
Hoje foi dia de irmos às
compras. Logo pela manha entramos no Paraguai e
passamos a manha por lá.
No retorno fizemos a
instalação do GPS do Jairo. Veja na foto abaixo a cara de
felicidade desse menino!!!
Na hora do almoço recebi a
noticia que o problema com a moto do Rocha havia sido
resolvido e eles estavam saindo de Campo Grande MS.
Após desmontar toda a moto, foi descoberto que o
problema estava na boca do tanque, a qual provavelmente
estava com suspiro entupido e impedia a gasolina descer
para o carburador.
No final da tarde eles
chegaram em Guairá PR, onde irão dormir e nessa terça
pela manha se Deus quiser estarão chegando aqui por Foz.
Bom, hoje também foi dia de
decidimos o nosso próximo destino, mediante o
acontecimento do terremoto no Chile.
A decisão é seguir viagem.
Vamos fazer um ajuste no roteiro, seguindo diretamente
para o norte do Chile, na região do Deserto do Atacama.
A previsão é sairmos daqui na quarta pela manha e
seguirmos até Corrientes na Argentina. Serão 640
km. A previsão de chegada no Chile é sexta-feira
Conforme prometido ontem,
hoje postei um vídeo com alguns momentos da nossa
viagem.
Ligue o som,
e curta um pouco da emoção de pegar a
estrada através de uma câmera instalada on-boad na moto.
Um abraço a todos.
2º Dia
- Domingo 28/02/2010
Chegamos em Foz do Iguaçu.
Foram 840 km percorridos debaixo de bastante chuva e um
sol bastante forte no final da tarde. Saímos às 08 hs de
São Jose do Rio Preto, passando por Presidente Prudente,
Maringá e chegamos em Foz por volta das 18 horas.
A surpresa do dia foi
descobrir que no Paraná o pedágio para motos tem um
custo muito próximo do valor pago por um carro, o que já
seria um absurdo, no entanto, o pior mesmo é pagar caro
e andar por estradas simples, sem duplicação e nem
telefone tem para chamar socorro. Se o celular não
pegar...
Também foi um dia marcado
por vários contatos feitos pelos parentes e amigos, que
tem acompanhado as noticias do terremoto no Chile e nos
mandam informações. Obrigado a todos pelas
mensagens e ligações. Nessa segunda tomaremos a
decisão sobre nossa próxima etapa, no entanto o
sentimento de continuar viagem é bastante forte com a
turma. Talvez alteremos o trajeto, mas ainda continuamos
com o pensamento no Chile como destino.
Vindo de Cuiabá, meu irmão
Cristiano e o Paulo Rocha chegaram hoje em Campo Grande
MS. O Rocha teve um imprevisto em sua moto,
aparentando ser um problema na carburação. Eles
pretendem consertar o problema na segunda pela manha e
seguir viagem até Foz do Iguaçu para unir-se a nós e
seguirmos viagem.
Hoje não tempo, mas amanha
pretendo postar um pequeno vídeo gravado pela câmera
on-board colocado na moto.
Nessa segunda entraremos no
Paraguay e retornaremos para Foz para aguardar a chegada
do pessoal de Cuiabá.
Um abraço a todos.
1º Dia
- Sábado 27/02/2010
Hoje percorremos 540 km
entre Goiânia e São Jose do Rio Preto SP, chegamos às
20horas, em uma viagem tranqüila. Pegamos um pouco
de chuva e um bloqueio na estrada devido a um acidente
com uma carreta, demorando um pouco mais do que estava
previsto, porém tudo ocorreu dentro da normalidade.
O que não estava previsto
foi
a noticia dada pelos amigos logo pela manha, que
ocorrera o segundo maior terremoto da história no Chile
durante a madrugada. Assim a manha de sábado foi
agitada, pois por um momento não sabíamos o que fazer.
Mudar o roteiro ou dar continuidade. Optamos em
seguir viagem conforme programado, porém na segunda
feira quando estivemos em Foz do Iguaçu, iremos tentar
obter mais informações de como ficou a estrutura do país
e tomar uma decisão sobre o que iremos fazer. No
entanto, a turma toda esta motivada a continuar a
viagem, talvez por outros caminhos, mas não mudar o
destino.
O Cristiano e o Rocha que
também já saíram de Cuiabá, mandaram noticias que estão
em Rondonópolis e amanha seguem para Dourados MS.
Nesse domingo nossa
programação é seguirmos até Foz do Iguaçu. Serão
860 km, passando pelo norte do Paraná.
Clique
na foto ao lado e confira as imagens do primeiro
dia, onde ficou marcado pelo emocionante momento da
nossa saída, o qual nunca iremos esquecer e com certeza
será um dos pontos mais fortes dessa viagem, tendo a
maioria dos amigos de Goiânia reunidos e torcendo pelo
sucesso da nossa aventura, também se uniram em uma
oração, pedindo a Deus que ilumine os nossos caminhos.
Aproveito para mandar um grande abraço a todos e dizer
que já estamos com saudades de vocês.
GOIÂNIA
- 26/02/2010
Faltando um dia para a
nossa saída, os amigos nos convidaram para comemorarmos
a viagem.
De camiseta preta Rafael,
Rodrigo, Alcioni (em pé), Valéria, Dani e "Tete", Kelly
e Magali (escondidas), Delzira e Jairo já devidamente
uniformizados com a camiseta da viagem e Mauro.
Obrigado aos amigos pelo
convite e pela bela noite que tivemos.
Em Cuiabá, Cristiano e
Paulo Rocha mandaram noticias que o calor passa dos 35
graus e que as malas estão prontas para também saírem
nesse sábado.
Aqui em Goiânia a saída
esta marcada apara o meio-dia, na Concessionária
Kawasaki, onde a galera já marca presença todos os
finais de semana.
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